Todos os Versos

2004 - Maurício Negão

Release

Muitas Trilhas, Muitos Destinos, Tudo a Ver

Vindo de vários pontos em direção a um alvo. Ou, ao contrário, partindo de um centro bem definido, apontando para diferentes destinos. “Todos os Versos” pode ser encarado de uma maneira ou de outra. O som nada domesticado de Maurício Negão em movimento de contração e expansão.

O quarto disco do cantor, compositor e músico carioca é a realização das inúmeras possibilidades de um artista com letra maiúscula. É também a Rastropop reforçando o orgulho de estar com ele desde o primeiro álbum.

As diferenças estéticas e sonoras entre as 10 faixas não representam falta de harmonia, mas falta de limites. Ao mesmo tempo tudo tem coerência musical. Como uma conexão em degrade.

Tem espaço para um mosaico de sons, que pode ir do Trip Hop embebido em cachaça, de “Madrugada” até “Moça Bonita”, uma música que parece ter sido feita no Rio e na Seattle dos anos 90, simultaneamente.

Estão lá, por exemplo, “Você e Eu”, um samba típico do repertório do Negão; “Madalena”, que é Rock com cara de subúrbio carioca; “A Garota”, um Jazz como só ele faria e “Lindos Dias”, uma canção de belíssima melodia com arranjo que faz pensar em George Harrison.

O disco começa com a faixa título, que tem um clima apocalíptico e assustador, mas faz todo sentido que nele tenha também uma música com cara de hit, como “Qualquer lugar”, a segunda parceria de Maurício com Frejat (a primeira foi “Preciso te Tirar do Sério” gravada pelo ex-Barão Vermelho em seu segundo disco solo).

“Todos os Versos” termina como quem deixa reticências.

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